
“Caminhei outro dia, num caminho desconhecido, mas por uma intuição que não coube em meu coração. As maragens dele observava a floresta densa, com o canto dos pássaros, felizes se alimentavam os esquilos da fruta vermelha que abusava do galho de uma arvore de meia altura com suas folhas verdinhas. Eu sentia que a felicidade ali não era algo necessário, e sim habitual, fazia parte de todo o meio. Todos os animais conviviam em perfeita harmonia, o meu coração batia forte e acelarado, a única certeza era o fim do caminho, encontraria o meu maior presente. O casal de lobos brincavam com o seus filhotes, e as aguias alçavam voos longos e altos, numa disputa acirrada, no entanto saudável. A longa distância observava que a densidade das árvores iam diminuindo, contudo a felicidade sentida era a mesma. Esfreguei meus olhos, no intuito de entender que aquilo não era uma miragem, sim, tinha alguem a minha espera, o meu coração disparava ainda mais, ele saltava em meu peito, e quanto mais próximo eu ficava do fim do caminho, mais tempo parecia levar para chegar ao fim. Passado alguns minutos alcançei o ponto de chegada, não acreditei no que vi, parei a meia distância dela, ela sorria, abriu os braços e eu a abraçei, pude sentir o bem, o enorme bem que era estar no elo do seu carinho. Me afastei e pude admirar como estava linda com aquele vestido colorido, aquela flor sobre a orelha e um sorriso encantador estampava seu rosto. Disse algumas palavras: “Eu esperei por você, agora me faça feliz”.